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2º sessão da minha mesa de D&D

26/06/2009

2º sessão da minha mesa de D&D

Episódio de hoje: Passeio no bosque ou Conduzindo Miss Lutia.

Já aviso que é grande hein.

Os nomes dos personagens são Loren (ranger da Pri), Meriadoc (mago do Tib), Dort (ladrão do seiya) e o do palada do Dib é bizarro demais preu lembrar.

Começamos com nossos heróis chegando à cidadezinha genérica. Trombam um guardinha entediado na entrada da cidade, ele é bem amigável por achar que o palada é um nobre com servos. Indica onde eles podem arrumar quartos. Eles segue até a estalagem, só um cara bebendo no balcão, pedem comida e bebida, Meriadoc fica com frescuras com sua bebida. Conversam um pouco, começam a checar as coisas que pegaram do povo que eles derrotaram. Vários bagulhinhos mágicos, uma grana razoável, uma boa pilhagem.

Enquanto Meriadoc e Dort avaliam as coisas o palada e Loren notam o taverneiro de olho na mesa. Loren o encara e ele pára de olhar, o palada vai conversar com o cidadão pra entretê-lo enquanto seus companheiros avaliam as coisas. Depois todos vão pros quartos, meninos em um meninas em outro. A noite vai passando.

Lá pra quatro da madruga Loren acorda meio confusa, vê as paredes do quarto ficarem embaçadas, logo tudo tá embaçado e enevoado, Lutia flutua ao seu lado. Loren tenta acordá-la mas não consegue, taca algo na janela mas a coisa some na névoa. Se prepara pra pancadaria. Começa a ouvir uma voz grave, ela vê um cara estranhão parado ali falando. Ele diz que a mestra dele deseja encontrar com Loren e seus companheiros pois sabe da zica em que se meteram e precisam de ajuda, diz que Lutia é muito importante e que a proteção dela é essencial. Se apresenta como Halarum e sua mestra é Venize, ambos seguidores de Elona, deusa dos matos, mesma deusa que Loren segue. Diz que podem encontrar ele e sua mestra numa direção tal há algumas horas de viajem. Diz para seguirem o pássaro e lhe entrega um ovo.

Loren acorda e tudo está normal, em sua mão o ovo. Ela levanta e fica pensando, logo Lutia fica agitada na cama e acorda assustada perguntado se todos estão bem. Loren conta o evento pra Lutia e pergunta se sabe algo, Lutia diz que Halarum é nome do filho perdido de Halathar. Loren aguarda amanhecer pra pentelhar os caras.

Você gostaria de acordar com esse cara no seu quarto?

Você gostaria de acordar com esse cara no seu quarto?

No quarto fedido, Meriadoc acorda e o palada vai dormir. Meriadoc começa a decorar suas magias. Amanhece e Loren bate na porta deles, Dort acorda, Loren conta pra eles o ocorrido. Meriadoc reconhece o nome Venize duns inscritos sobre magia alternativa, plantas e feitos heróicos grandiosos de tempos atrás. Loren diz que naquela direção há um pântano nada amigável. O palada acorda, todos discutem o que fazer. Resolvem ir até a tal Venize, pois ela pode lhes ajudar a ressuscitar seu amigo anão Kromlek.

De manhã, Loren e Lutia vão tomar café, o palada manda dar um trato em sua armadura e marreta e depois rezar na igrejinha local, Dort vai comprar tralhas pra viajem e Meriadoc fica no quarto avaliando os itens achados. Dort compra uns cavalos com Loren, o ovo começa a rachar e chacoalhar, Loren apressa o povo, o palada pega suas tralhas de volta, então o ovo quebra, seus cacos somem como purpurina, emerge um lindo pássaro azul que ninguém reconhece, ele levanta vôo e todos seguem o tal.

Umas horas de cavalgada depois todos avistam o tal pântano. O pássaro entra no matagal e todos seguem. (o Dib teve que sair então o Fernando assumiu o controle do palada a partir daí) Conforme avançam a mata fica mais densa, úmido pra cacete, a loba de Loren reclama o tempo todo, e logo eles ouvem alguém se aproximando bem rápido pelo mato. Um bicho humanóide verde alucinado pula do nada em cima do grupo, mais precisamente em cima de Dort. O bicho ataca mas o grupo abate ele rapidamente quando a Loba abocanha a cabeça do cidadão por trás e o gira ferozmente.

Tem cada coisa no mato.

Tem cada coisa no mato.

Antes que todos possam respirar aliviados notam seres amarelos se aproximando rápido da mesma direção que esse maluco apareceu. Todos voltam pra seus cavalos e dão no pé. As coisas amarelas os perseguem, agora todos notam que são sapos humanóides dum amarelo berrante gritando ugabugas e taca varetas. Uma lancinha passa pelo grupo, o palada e Meriadoc se embananam com os caminhos do pântano e se atrasam dando tempo pros sapões chegarem. Lutia quase cai do cavalo mas Meriadoc a salva. O resto do povo volta e a pancadaria começa! Uhuuu!!!

Direto do Livro dos Monstros - `80s Menace

Direto do Monster Manual - 80's Menace

Meriadoc invoca um monstro pra lhe ajudar, aparece um bisão perfeito dourado e de olhos brilhantes que fica protegendo Meriadoc e Lutia dos sapões. Todo mundo entra na treta. Num momento um dos sapos que treta com Loren deixa seu companheiro lutando com ela e tenta dar a volta furtivamente pra pegar Meriadoc e Lutia, mas Meriadoc percebe a tempo e seu bisão encara o sapão. O palada arranca a cabeça de um, Loren e Dort fateiam os seus, e tudo fica em paz novamente.

Nada que um bisão não possa resolver

Nada que um bisão não possa resolver

Voltam a cavalgar pelo pântano, Loren nota que seguindo em frente eles teriam que atravessar um lago coberto de plantas, como estão a cavalo e armadurados resolvem dar a volta. Loren consegue passar isso pro pássaro-guia que voa até ela e pousa em seu ombro. Eles seguem pelo pântano quando Loren nota coisas rastejantes e aproximando. Ela alerta o povo e logo três grandes jacarés saem do mato em direção ao grupo. Meriadoc invoca uma nuvem fétida entre os jacarés que ficam confusos e zuados tempo suficiente pra que todos consigam escapar. (desafio você a tirar três vezes seguidas o mesmo número zicado num d20 numa jogada de resistência)

Conforme todos cavalgam pra longe os jacarés Loren percebem algo rastejante os perseguindo bem rápido. Ela joga sua magia tentando prender a criatura com os galhos mas dos arbustos raivosos salta um homem crocodilo bem chateado que desfere uma bela garrada na recém lustrada armadura do palada fazendo uns cortes bem legais no próprio palada. Todos caem pra porrada mas vêem que o couro duro do lagartóide é muito resistente. Meriadoc invoca sua magia de teia aprisionando os meliante. Todos aproveitam e enchem o cidadão de bordoadas, Loren faz um belo “X” nas costas do cara enquanto Dort o esfaqueia e o palada o martela. Com muita raiva o meliante quebra as amarras grudentas e volta a bater nos heróis. Depois de uns tapas bem servidos nossos heróis conseguem abater o meliante. Quando ele cai começa a se transformar e ele se revela como um orc.

Lagartixa superdesenvolvida

Lagartixa superdesenvolvida

Todos prosseguem bem avariados. Depois de mais uma cavalgada vêem ao longe uma construção, uma cabana, o pássaro voa até ela e pousa, desaparecendo em purpurina ao tocar na cabana. A cabana e seus arredores estão cercados por insetos nojentos e bem grandões, rastejando e inseteando pra todo lado. Meriadoc usa uma mão mística para bater na porta da cabana. A porta se abre, há luz no interior. Ele escreve no lodo e insetos pedindo permissão para entrarem, não há resposta. Loren engole seco e passa pelos insetos que caem em cima dela e ficam passando todo felizes pelo seu corpo. O resto passa em seguida e também são cobertos por insetos.

Entrando na cabana todos vêem um lugar simples, com tralhas penduradas e jogadas pra todo lado, uma gaiola com aquele pássaro azul bem empolgado, o chão como um tronco de árvore cortado, cheiros e sons estranhos, cortinas bizarras separando outros cômodos. Se aproximando há uma mulher bem gostosona, com muita pele a mostra, uns pedaços aparentemente com escaminhas, uma capa cujo material lembra asas de libélulas. Com ela uma cobra negra enooorme que a circunda e sobe por ela.

Definitivamente melhor que aqueles magos barbudos

Definitivamente melhor que aqueles magos barbudos

Loren começa a diplomacia, todos muito respeitosos, ela bem amigável, rola a conversa. Venize diz que sabe da zica que tá rolando, que há outros na luta contra Halathar e que nossos heróis tão lascados desde o momento que encontraram Lutia. Diz que Halathar quer muito Lutia pelos poderes que ela tem e vai fazer de tudo pra pegá-la, começando por eliminar nossos heróis. Eles dizem ser fraquinhos pra isso, ela diz que eles podem escolher entre fugir e se esconderem até serem achados e eliminados, ou se aliarem a ele, ou partir pra porrada agora mesmo e serem dilacerados ou atacá-lo através de seus asseclas, que rodam pelo mundo atrás das coisas que aumentam o poder de Halathar. Diz que Lutia pode encontrar esse agentes de Halathar e os heróis podem enfraquecê-lo muito ao impedir esses agentes. Eles topam. Meriadoc entrega o saco de olhos que pegaram dos malvados da última sessão. Pede que ela se desfaça dos olhos da forma apropriada. A cobrona pega o saco e sai, logo volta.

Perguntam se ela pode ajudar com seu amigo morto, ela diz que tem um jeito legal mas eles não tem mais tempo pois Kromlek só tem até aquela noite para ser ressuscitado e eles não conseguirão chegar até o templo fodão que pode fazer isso antes de anoitecer. Ela diz que tem uma alternativa, se todos juntarem suas vontades ela pode trazê-lo de volta. Ela traz um baú cheio de coisas como lodo, barro, matos, flores, sementes e talz. Pede que construam o corpo de Kromlek como eles lembram, pois isso pode trazer a alma dele de volta a esse mundo. Todos se juntam e começam a brincar de massinha, os materiais parecem não acabar, todos dão o melhor de si e fazem um corpo anão perfeito, até com a antiga maça personalizada dele. Então todos dão as mãos, fecham os olhos e ela começa a entoar uns cânticos bizonhos. Quando abrem os olhos não há mais nada ali, nem corpo nem maça. Ela diz que assim como uma árvore é retirada dum solo zuado deve ser colocada num solo adequado o anão deve ser colocado num corpo apropriado a todo seu desenvolvimento em vida, e mesmo que ele esteja um pouco diferente quando encontrá-lo eles o reconhecerão em suas almas. (que bunito isso…) Diz que Lutia pode encontrá-lo, Lutia sorri.

Venize diz que Halathar tem muitos olhos por aí e estava os observando até agora. Ela vai até uma planta que vaza pela parede, pega flores diferentes, faz uns cânticos e dá uma pra cada, diz para engolirem. Todos engolem e começam a ter uma baita dor pelo corpo todo, quando a dor passa sentem uma quenturinha em seus tórax. Pelos buracos de garra na armadura do palada todos vêem uma manchinha que não estava lá antes. Todos olham seus corpos e notam uma tatuagem da flor que ingeriram em algum lugar do tórax. Ela diz que isso impedirá que Halathar os espione.

Pedem por ajuda e ela diz que pode se desfazer dumas coisas antigas que não usa mais e lhe serviram muito bem quando era jovem. Diz que a cobra vai lhes mostrar o que podem pegar. A cobrona vai pra outra sala, toda escura, abre uma janela e todos vêm baús, prateleiras, armários e cabides pela sala. A cobra desliza por um baú e o abre, depois sobre por um cabide e abre o pano que o cobre. Muitas tralhas pra galera checar.

Um manto de pele de urso negro.
Uma armadura de couro de jacaré com escudo de cabeça de jacaré.
Uma garrafa envolta de uma semente grandona com um liquido verde denso.
Um bastão de ouro com uma parte extensível.
Uma Cimitarra com cabo cheio de escamas.
Uma folha grande e desconhecida.

A cobrona fica observando até que sobe por outro cabide e abre o pano rapidamente, todos vêem uma armadura completa de escamas negras esverdeadas, Meriadoc reconhece na hora como couro de dragão negro, e os olhinhos do palada brilham. A cobra dá uma chacoalhada e cai do cabide um escudo do mesmo material, com dentes e garras ornando uma das laterais, enquanto o pano se fecha novamente sobre a armadura completa e a cobrona fica em cima dele. Venize entra e observa a farra, eles pedem pra ela lhes dizerem o que fazem aquelas coisas. Ela diz que:

A garrafa pode criar uma proteção de espinhos que ajudou muito ela quando ia dormir ao relento.
A folhona quando dobrada como um cone e sobrada como uma corneta pode chamar uma criatura da natureza para ajudar.
A pele de urso e a de jacaré tem os espíritos daqueles animais nelas, concedendo proteção e algumas habilidades que esses animais possuíam.
A cimitarra pode armazenar uma magia não muito forte para ser invocada durante um combate.
O bastão pode aumentar a área que uma magia afeta três vezes por dia.

Venize dá também uma caixa com várias poções dentro.

Então ela vê o escudo de escamas e se surpreende, olha pra cobrona e a cobrona disfarça. Pergunta se a cobrona tem certeza, ela diz acena que sim. Então ela diz que aquele escudo não é dela para dar mas se a cobrona quer, é escolha dela. Perguntam o que o troço faz, ela diz que quem deu o presente que responda isso, então a cobrona se enrola e começa a se transformar no cara que Loren encontrou na fumacinha da taverna. Ele se apresenta como Halarum, diz que aquele escudo veio de uma criatura maligna e poderosa que Venize destruíra tempos atrás e que é o voto dele de esperança para os heróis. Diz que além de ser muito resistente também pode resistir a ácidos naturas ou destilados. Dizem que vão chamar o escudo de Escudo de Halarum mas ele diz que seu nome não pode ser pronunciado fora dali, então chamam de Escudo do Perdido. (que bunitinho)

Venize vai até Lutia e põe um pingente no pescoço dela. Diz que ele não faz nada de mais, mas que chegará uma hora que será muito importante que ela o ostente. Então diz que eles podem descansar ali e que na manhã seguinte se sentirão muito bem para partirem nessa grande missão. Pedem pra ela checar as tralhas que eles pegaram, ela diz que na manhã seguinte ela lhes dirá o que aquelas coisas fazem. Vão dormir e durante a noite todos tem uma visão de um monstro, várias serpentes terríveis num lago. Acordam e sentem que foi uma mensagem de Kromlek. Trombam a tia Venize que lhe diz o que as coisas que pilharam faz.

O medalhão de ouro com uma pedrona vermelha no centro e com a palavra FEHARI escrita pode invocar uma bela montaria quando esta palavra for mencionada. Ela demonstra pondo o medalhão e falando a palavra. Aparece um cavalão vermelho de crina branca que esvai conforme balança ao vento.

Cavalo de playboy

Cavalo de playboy

O lenço de seda muito bunito e trabalhado com muitos padrôes geométricos, ela diz que há uma palavra escrita entre os padrões, e que ao concentrar-se pode-se ler a palavra MALADRAH. Pega um copo e cobre-o com o lenço, diz a palavra MALADRAH e quando tira o lenço o copo está invisível. Diz que dura por meia hora.

O bastão de madeira e ouro com uma pedra retangular verde e uma parte que parece uma tampa, ela tira essa tampa e tem uma ponta com carvão, ela risca uma círculo na parede e a parede é sugada, em seu lugar há um baú, ela o puxa e o abre, dentro há vários itens pessoais, inclusive uma imagem que retrata uma família feliz, e nessa imagem chama atenção uma criança com olhos muito bonitos, que todos lembram imediatamente dum olho semelhante naquele saco de olhos que pegaram na sessão anterior. Ela põe o baú de volta no buraco, apaga uma parte do círculo desenhado e a parede volta ao normal.

A espada longa e uma marreta com entalhes semelhantes. A espada pode imitar valores e ideais para atravessar barreiras que permitem esses valores e ideais. A marreta ela pede que o palada a arremesse, ele o faz e a arma voa com maestria, voltando para seu punho logo após o ataque.

Espada e marreta com os mesmos padrões

Espada e marreta com os mesmos padrões

As três flechas, feitas de gravetinhos retorcidos num nó especial. Diz que essas flechas quando disparadas se multiplicam causando muito estrago. Diz que conheceu quem fez essas flechas, e que tem saudades. Eles dizem que podem mandar um oi se o encontrarem. Ela diz que a não ser eles viajem para outro plano essas chances são mínimas, e isso se ele ainda estiver vivo, pois faz muuuuito tempo.

O par de luvas brancas delicadas com ornamentos de pedrinhas, é chamado de Mãos de Lam Mazuli, a deusa do amanhecer, pode ser usado por pessoas de bom coração e concede a benção de Lam Mazuli, curando os feridos.

A adaga de prata que permite mais um ataque.

Dois anéis que aumentam a proteção.

Anelzinho básico

Anelzinho básico

Dois broches de besouros prateados que ajudam a resistir a transformações em pedras.

A taça de marfim com detalhes dourados pode revelar venenos em líquidos.

A estátua do grande lobo dormindo, suas pontas são muito afiadas e ao cair uma gota de sangue na estátua um grande lobo será invocado e caçara o dono deste sangue até a morte de um dos dois.

E tem a espada de metal negro, que ela se afasta dizendo ser desagradável. Diz que pode paralisar o oponente com energia ruim ao ferí-lo, mas que empunhar esta espada pode privar os possuidor de alguns prazeres essenciais a vida.

Agora cabe ao povo distribuir e partir pra pancadaria épica.

Viu como eu sou mestre bonzinho?
E no próximo episódio: Ei, Anão, cadê você?!

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